Jacyr Costa Filho assume Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp

Jacyr Costa Filho (centro) em sua posse no Cosag. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na posse Paulo Skaf reforça necessidade da retomada do crescimento do país e aprovação da PEC do teto

O Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag), que era presidido por João de Almeida Sampaio Filho, encontra-se sob nova liderança desde 29 de setembro. À frente do Cosag, Jacyr Costa Filho – diretor da Divisão Brasil do grupo Tereos, responsável pelas atividades de cana-de-açúcar e amido no país – prometeu estabelecer agenda proativa e transversal em sua gestão, com debates sobre o mercado externo com foco na Ásia, por exemplo, e a disponibilidade de terra para estrangeiros. Costa Filho frisou que é preciso aproximar a maioria da população, que é urbana, das questões ligadas à agricultura.

Sampaio lembrou que o Cosag agrega as principais lideranças do país, com mais de 70 entidades, compondo fórum de alta qualidade que desenvolve estudos e termômetros essenciais, como o Índice de Confiança do Agronegócio. O IC Agro, medido em conjunto com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), foi divulgado no dia 15 de agosto e registrou dados positivos: saiu do patamar de 82,6 para 102,1 pontos, na comparação entre trimestres, uma alta de 19,4 pontos. De acordo com a metodologia, pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança.

O agronegócio e a indústria estão integrados, pois o setor demanda máquinas, insumos e equipamentos. Com a confiança no campo econômico sendo paulatinamente restabelecida, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, lembrou a importância dessa “indústria que gera valor e exportação, promove empregos, por isso é preciso defender esse grande patrimônio que é o agronegócio brasileiro. Estamos em outro capítulo. Para a retomada do crescimento, tem de aprovar a PEC 241, do teto dos gastos públicos”.

Ainda segundo Skaf, se a PEC tivesse sido aprovada há dez anos, o patamar da dívida do governo, hoje em R$ 4 trilhões, seria de R$ 700 bilhões, seis vezes menos, com economia de R$ 500 bilhões de juros ao ano. Por isso, pediu empenho quanto à PEC “que irá permitir a queda dos juros e maior oferta de crédito, além de restabelecer a confiança para a retomada do crescimento”.

O tema central dessa reunião do Cosag foi o Programa de Regularização Ambiental, em apresentação a cargo de Ricardo Salles, secretário de Estado do Meio Ambiente, e Arnaldo Jardim, secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento.

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp