Barra Agropecuária atinge números expressivos em suas PGPs.

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39ª Prova de Ganho em Peso a Pasto da Barra Agropecuária Ltda. registra média de quase 900 gramas/dia.

A exuberante natureza da Serra do Roncador, no Mato Grosso, tem emoldurado um rigoroso e sustentável trabalho de seleção de zebu. É dentro de um sistema de Integração Lavoura-Pecuária e um pasto bem cuidado que os animais Nelore Mocho da Fazenda Roncador são selecionados. Em busca por touros cada vez mais precoces, o criador Cid Barros não abre mão de testar os reprodutores do rebanho nas Provas de Ganho em Peso (PGPs) a pasto. O criatório, cuja marca é Barra Agropecuária, é pioneiro neste tipo de prova zootécnica na região e acaba de chegar à marca de 40 PGPs realizadas. O resultado da 39ª edição, encerrada em maio, teve um ganho médio diário (GMD) de 862 gramas.

O técnico da ABCZ Emir Antônio de Queiroz, que conduziu a prova e atende o criatório há mais de 25 anos, explica que foram avaliados apenas os filhos de um único touro, Vencius RG, permitindo testar sua progênie. “O resultado foi excelente. Mesmo esse ano com a região mais seca por conta do efeito El Niño, os reprodutores alcançaram um ganho de peso acima da média. Isso é o tipo de animal que o mercado quer, rústico, precoce e com bom rendimento.”, destaca Queiroz.

Foram avaliados 32 animais no período de 5 de outubro de 2015 a 16 de maio de 2016, com entrada em 27 de julho de 2015. Eles foram manejados a pasto por 294 dias. Os touros classificados como Elite superaram a média do GMD, com o primeiro colocado atingindo 1.022 gramas e o último, 701 gramas. A fazenda já avaliou cerca de 2 mil animais nas 40 PGPs já realizadas.

Os animais classificados como Elite nas PGPs da Barra Agropecuária continuam no rebanho, sendo utilizados na vacada comercial. Segundo o criador Cid Barros, a prova agrega valor ao rebanho porque é um atestado da qualidade dos touros dentro de uma característica de alto impacto econômico para o produtor, que é o ganho de peso. “Outro cuidado que temos é acasalar nossas vacas com os melhores touros do país. Os acasalamentos são feitos utilizando as ferramentas do PMGZ, inclusive o Sumário de Touros”, garante Barros, que seleciona Nelore Mocho há 40 anos.

A propriedade está entre as primeiras que aderiram ao PMGZ, utilizando a PGP, o Controle de Desenvolvimento Ponderal (CDP), o Certificado de Produção (CEP), Sumário de Touros, dentre outras ferramentas. Os relatórios de avaliação genética também auxiliam a definir as matrizes que são usadas nos acasalamentos. As fêmeas com qualidade certificada serão as mães dos futuros touros da fazenda. “São descartadas todas as novilhas e matrizes que não emprenham na estação de monta. Também só são utilizados touros com produção conhecida e com avaliação positiva, além de bom fenótipo”, diz o técnico Emir.

O rebanho conta com 700 vacas PO e o disponível para venda é de 150 tourinhos PO por ano. “O mercado de Nelore Mocho está muito aquecido. Comercializamos toda a produção para criadores da região. O comprador quer uma garantia de qualidade e a avaliação do PMGZ dá esse aval. Somos 100% PMGZ, não participamos de outros programas porque acreditamos no trabalho da ABCZ em favor do melhoramento genético do zebu”, assegura o gerente administrativo Rones Goulart de Paula.

Pecuária em sintonia com meio ambiente

A Barra Agropecuária está em uma região de grande tradição na pecuária zebuína, Barra do Garças. O município, de apenas 66 anos, começou sua história com a exploração de pedras preciosas, mas experimentou a partir de 1974 um desenvolvimento econômico com base no agronegócio. Surgiram cooperativas para viabilizar a imigração de colonos gaúchos para a região. Com o trabalho dos imigrantes nas lavouras, Barra do Garças assumiu o posto de maior produtor de arroz.

O gado, que no início servia para alimentar quem chegava em busca de metais e pedras preciosas, atualmente confere à região o título de maior rebanho bovino do Mato Grosso, com aproximadamente 13,7% dos 28,4 milhões de cabeças. O uso de animais melhoradores aliado ao aumento do suporte nas pastagens torna a pecuária dessa região cada vez mais eficiente. “É uma área de terras planas, agricultáveis, bem servida de água e belas paisagens. Por isso, cuidamos para preservar a vegetação local. A fazenda tem 50% de sua área coberta pela mata, unindo Reserva Legal e as área de APP [Área de Preservação Permanente]”, conta Barros.

Tirando o atípico 2016, que está registrando um período de seca além do normal para a região, as chuvas costumam molhar os pastos de Barra do Garças de forma mais generosa. A propriedade conta com um sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com plantações de milho e soja. Este é o quinto ano de ILP e os resultados são animadores. A fazenda também é detentora da LAU (Licença Ambiental Única), que permite o desenvolvimento de atividades agropecuárias no local mediante a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico. “Isso atesta o nosso alto grau de respeito à natureza e ao meio ambiente”, diz o criador.

Área de ILP da Barra Agropecuária

Área de ILP da Barra Agropecuária

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